China anuncia plano para metais não-ferrosos;capacidade será reduzida

O Conselho de Estado da China divulgou nesta segunda-feira detalhes de um plano de estímulo para ajudar o setor de metais não-ferrosos do país a enfrentar a crise econômica. O plano deve ficar em vigor até 2011 e inclui a eliminação de 300 mil toneladas em capacidade de produção excedente de fundição de cobre, 600 mil toneladas de chumbo e 400 mil toneladas de zinco.

Até o final de 2010, 810 mil toneladas de capacidade de produção de alumínio galvanizado também serão eliminadas, segundo o Conselho. Como parte do plano, o governo pretende criar de três a cinco conglomerados no setor com o objetivo de elevar a fatia de mercado no país das dez maiores fundidoras de cobre, alumínio, chumbo e zinco para 90%, 70%, 60% e 60%,
respectivamente.

O governo também planeja completar sua política de abatimento fiscal e injetar mais recursos sob a forma de empréstimos bancários preferenciais para o setor de metais não-ferrosos que poderão ser utilizados em melhorias tecnológicas.

Pequim também vai acelerar o processo de fornecimento de eletricidade diretamente de usinas estatais para fabricantes de alumínio galvanizado, o que ajudará a reduzir os custos de produção. Quinze produtoras de alumínio galvanizado receberam em março, em princípio, permissão para receber eletricidade de usinas estatais, segundo a Comissão Regulatória de Eletricidade Estatal.

Grandes grupos do setor metalúrgico também estão sendo encorajados a aumentar a cooperação com empresas estrangeiras como objetivo de assegurar o fornecimento de recursos naturais, disse o Conselho.