Metais operam em alta com redução nos estoques e recuo do dólar

Os metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) registravam, em sua maioria, alta nesta sexta-feira com suporte de ganhos nos mercados de ações, redução nos estoques e perdas do dólar. Os estoques de cobre na LME recuaram cerca de 5.000 toneladas nesta sexta-feira para 389.000 toneladas, o nível mais baixo desde meados de janeiro.

Os cancelamentos de garantias (que indicam que metais comprados sairão em breve dos estoques) de cobre aumentaram para 73.000 toneladas. Às 7h22 (de Brasília), o cobre para três meses era negociado a US$ 4.765,00 por tonelada na LME, alta de US$ 60,00 ante o fechamento de ontem. O zinco avançava US$ 5,50, a US$ 1.590,00 por tonelada, e o chumbo ganhava US$ 25,00, a US$ 1.485,00 por tonelada. O níquel tinha valorização de US$ 50,00, a US$ 13.345,00 por tonelada, e o estanho subia US$ 350,00, a US$ 14.200,00 por tonelada.

Já o alumínio caía US$ 1,00 por tonelada, a US$ 1,565,00 por tonelada. Na Comex eletrônica (divisão de metais da Nymex – New York Mercantile Exchange), às 7h58 (de Brasília), o contrato do cobre para julho avançava 0,60%, para US$ 2,1775 por libra-peso. Segundo um trader de Londres, é possível que participantes chineses contenham as compras de cobre, com os preços próximos de uma máxima de cinco meses.

De acordo com o analista Robin Bhar, da Calyon Metals, os preços do cobre e outros metais parecem estar em níveis muito elevados, e podem passar por uma forte retração nos próximos meses. “Podem ocorrer desapontamentos com dados econômicos nos próximos três a seis meses. Se o cobre recuar muito, outros metais seguirão o mesmo caminho”, disse ele.