Metais básicos sobem com ganhos no mercado de ações e recuo do dólar

Os metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) registravam alta nesta quarta-feira, impulsionados por ganhos nos mercados de ações e enfraquecimento dólar. Coberturas de posições vendidas também davam sustentação aos metais, que se beneficiavam de uma recuperação no apetite por risco.

O cobre conseguiu manter um importante nível de suporte, revertendo a recente tendência de baixa. Isso pode atrair mais ganhos no curto prazo para o cobre e outros metais, segundo traders. Às 8h11 (de Brasília), o cobre para três meses era negociado a US$ 4.309,00 por tonelada na LME, alta de US$ 124,00 ante o fechamento de ontem.

O alumínio avançava US$ 12,00, a US$ 1.448,00 por tonelada, e zinco ganhava US$ 40,00, a US$ 1.380,00 por tonelada. O chumbo tinha valorização de US$ 25,00, a US$ 1.317,00 por tonelada, e o níquel subia US$ 148,00, a US$ 11.068,00 por tonelada. O estanho ganhava US$ 175,00 por tonelada, a US$ 12.075,00 por tonelada.

Na Comex eletrônica (divisão de metais da Nymex – New York Mercantile Exchange), às 9h (de Brasília), o contrato do cobre para julho avançava 2,74%, para US$ 1,9690 por libra-peso. “Parece que ultrapassamos uma reação inicial precipitada em relação aos temores sobre a gripe suína.

Testamos a parte mais baixa do intervalo (do cobre, a US$ 4.180,00 por tonelada) e encontramos suporte e cobertura de posições vendidas”, disse um trader de Londres. Segundo ele, o cobre pode ampliar sua recuperação para US$ 4.450,00 a US$ 4.500,00 por tonelada no curto prazo.

Os estoques de cobre na LME recuaram 8.000 toneladas nesta quarta-feira. Já os estoques de níquel e alumínio aumentaram. No curto prazo, a direção dos preços dos metais deve ser influenciada por dados preliminares sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no primeiro trimestre, que serão divulgados hoje às 9h30 (de Brasília).