Metais básicos ampliam queda pressionados por temores à gripe suína

Os metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) registravam baixa nesta terça-feira, com investidores diminuindo a exposição a ativos que podem ser afetados se focos de gripe suína prejudicarem o crescimento econômico.

Segundo traders, os preços de vários metais ficaram abaixo de níveis técnicos de suporte, o que pode atrair mais vendas. O cobre, o níquel e o chumbo atingiram o nível mais baixo em quase três semanas. Às 8h19 (de Brasília), o cobre para três meses era negociado a US$ 4.190,00 por tonelada na LME, queda de US$ 150,00 ante o fechamento de ontem. O níquel recuava US$ 500,00, a US$ 10.875,00 por tonelada, e o alumínio perdia US$ 16,00, a US$ 1.430,00 por tonelada. O zinco tinha desvalorização de US$ 27,00, a US$ 1.345,00 por tonelada, e o chumbo caía US$ 50,00, a US$ 1.310,00 por tonelada.

O estanho perdia US$ 590,00 por tonelada, a US$ 11.800,00 por tonelada. Na Comex eletrônica (divisão de metais da Nymex – New York Mercantile Exchange), às 9h11 (de Brasília), o contrato do cobre para julho recuava 3,68%, para US$ 1,9125 por libra-peso. As vendas provocadas por temores relacionados à gripe suína compensaram a maior parte dos ganhos que os metais haviam registrado ao longo do mês, com o cobre mostrando uma queda de cerca de 16% em relação à máxima de seis meses atingida em meados de abril.

Segundo o analista John Reade, do UBS, commodities como petróleo e metais básicos, que subiram este ano, estão “mais vulneráveis a uma correção”. De acordo com Leon Westgate, analista do Standard Bank, os metais devem continuar dependentes de fatores externos, como a situação da gripe suína, mas uma correção para cima pode ocorrer até o fim da semana, com alguns participantes cobrindo posições vendidas.

Mais para frente, considerando-se que a situação da gripe suína não se torne catastrófica, o cobre pode continuar atrativo, já que os estoques do metal tiveram forte queda nos últimos dois meses e a demanda chinesa pode se recuperar, segundo Reade, do UBS. Nesta terça-feira, os estoques de cobre na LME recuaram 5.000 toneladas.