Metais básicos recuam com realização de lucro após PIB da China

Os metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) registravam, em sua maioria, queda nesta quinta-feira, pressionados por realização de lucro após a divulgação do PIB da China. O PIB cresceu 6,1% no primeiro trimestre de 2009, em linha com as estimativas, mas representa o menor avanço da economia chinesa desde 1992. O desempenho reflete o impacto que a crise financeira está tendo no país, que é o maior consumidor mundial de metais.

Às 7h42 (de Brasília), o cobre para três meses era negociado a US$ 4.785,00 por tonelada na LME, queda de US$ 34,00 ante o fechamento de ontem. O alumínio recuava US$ 11,00 a US$ 1.504,00 por tonelada, e chumbo perdia US$ 33,75 a US$ 1.515,25 por tonelada. O níquel tinha desvalorização de US$ 120,00 a US$ 12.375,00 por tonelada. Já o zinco subia US$ 7,00 a US$ 1.525,00 por tonelada, e o estanho ganhava US$ 15,00 por tonelada a US$ 11.360,00 por tonelada.

Na Comex eletrônica (divisão de metais da Nymex – New York Mercantile Exchange), às 8h59 (de Brasília), o contrato do cobre para maio recuava 1,36%, para US$ 2,1690 por libra peso. De acordo com o analista Michael Widmer, do BNP Paribas, o recuo da maioria dos metais mostra a vulnerabilidade do recente rali a qualquer diminuição das esperanças do mercado de que a crise econômica está perdendo força.

“Há o risco de que o sentimento do mercado seja afetado e isso pode pressionar os preços para baixo”, afirmou. Contudo, o analista acrescentou que a tendência de redução dos estoques na LME pode limitar as perdas dos futuros, já que mantém a confiança de que a demanda chinesa está melhor do que o esperado. “Acredito que as cotações continuarão voláteis nos níveis atuais”, disse ele. Os estoques de cobre na LME tiveram redução de 5.200 toneladas nesta quinta-feira, para 475.200 toneladas. Segundo traders, a demanda por cobre na China continua forte, com grande procura pelo metal para embarque nos meses de maio, junho e julho.

Por um lado, isso pode oferecer suporte aos preços no curto prazo, mas há o risco de que essa demanda desapareça rapidamente, como já aconteceu antes. Para o trader Frederic Gloppe, da Oddo Metals, a força da demanda chinesa é “muito estranha”, e é difícil avaliar se o nível recorde de importações é destinado ao consumo ou ao acúmulo de estoques pelo governo. “As compras chinesas podem acabar de um dia para outro. Assumir uma posição comprada para a segunda metade do ano a preços muito altos é um pouco arriscado”, alertou