Metais recuam com realização de lucro; cobre cai 1,30% na Comex

Os metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) registravam baixa nesta quarta-feira, pressionados por um movimento de realização de lucro. “A recente força altista parece ter acabado por enquanto, com os ganhos sendo compensados por realização de lucro”, afirmou o analista Leon Westgate, do Standard Bank, acrescentando que a atividade deve ficar volátil com a aproximação do fim do primeiro trimestre do ano.

Às 7h43 (de Brasília), o cobre para três meses era negociado a US$ 3.934,00 por tonelada na LME, queda de 1% ante o fechamento de ontem. O alumínio recuava 0,5%, a US$ 1.405,00 por tonelada, e zinco perdia 1,2%, a US$ 1.260,00 por tonelada. O níquel tinha desvalorização de 1,6%, a US$ 9.574,00 por tonelada, e o chumbo caía 1,7%, a US$ 1.262,00 por tonelada. Já o estanho era o único metal em alta, avançando 1,2%, a US$ 10.150,00 por tonelada. Na Comex eletrônica (divisão de metais da New York Mercantile Exchange), às 8h41 (de Brasília), o contrato do cobre para maio recuava 1,30%, para US$ 1,7825 por libra peso.

Os estoques de cobre na LME tiveram redução de 1.750 toneladas, enquanto os de chumbo e níquel aumentaram 1.050 toneladas e 1.476 toneladas, respectivamente. Segundo um trader de Londres, o cobre pode manter a força observada recentemente se fechar acima de US$ 3.800,00 por tonelada, podendo atingir US$ 4.000,00 por tonelada. No entanto, o metal enfrenta resistência em torno de US$ 4.050,00 por tonelada. “Os metais básicos precisam de um período de consolidação, no caso do cobre provavelmente entre US$ 3.850,00 e US$ 4.050,00 por tonelada.

Há algum interesse por metais no longo prazo, mas, devido às circunstâncias atuais, é possível que a força recente tenha sido exagerada”, acrescentou. De acordo com o analista Will Adams, do site Base Metals, o cobre, o zinco, o chumbo e o alumínio podem voltar a subir após uma pausa no rali. Já o analista Michael Widmer, do BNP Paribas, acredita que os fundamentos não oferecem suporte para um movimento altista.

Embora os governos locais da China continuem anunciando compras estratégicas de metais para reservas e proteção aos preços domésticos, os metais que estão saindo dos armazéns da LME estão sendo destinado a armazéns na China, e não sendo realmente consumidos ainda. Segundo Westgate, do Standard Bank, novos fluxos de investimento nos metais básicos podem impulsionar os preços novamente no começo de abril, mas é provável que qualquer movimento de alta seja limitado pela perspectiva de fraqueza nos fundamentos.