Anglo adia projetos, mas mantém Barro Alto

Com a crise mundial, que afetou a demanda e os preços das commodities, a Anglo American decidiu rever alguns de seus projetos desenvolvidos no Brasil. O Grupo tinha plano de investimento de US$ 9 bilhões até 2012. A Anglo afirmou que empreendimentos em fase de estudos e outros de expansão foram adiados. Já projetos como Barro Alto (GO), com obras em andamento, teve ritmo desacelerado por um ano. No último semestre, Walter De Simoni, presidente da área de metais básicos da Companhia no Brasil, teve que implementar medidas para preservar a continuidade dos negócios existentes diante à retração da demanda e restrição ao crédito.

A área de fertilizantes enfrenta o problema da falta de crédito, enquanto que os negócios de níquel só devem ter reação a partir de abril – os preços caíram 70% em 2008. O projeto de Barro Alto, orçado em US$ 1,5 bilhão, será capaz de produzir 36 mil t/ano de níquel, das quais 80% serão exportadas. A Anglo acredita que 2011 será um ano positivo, quando vários de seus projetos começam a operar. As unidades de fertilizantes de Cubatão (SP) e Catalão e Ouvidor, ambas em Goiás, controladas peã Copebrás, devem ter os volumes normalizados a partir de julho e agosto. Os estudos para dobrar a unidade Goiás II, de US$ 1,5 bilhão, foram cancelados.