Ibram: mineração passará “quase ilesa” à crise financeira dos EUA

IBRAM A crise financeira internacional não deverá trazer grandes reflexos para o setor de mineração, na avaliação do presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Paulo Camillo Penna. Para ele, a indústria está atravessando “quase ilesa” a chamada “crise do subprime”, iniciada no ano passado e a contaminação para o restante do mundo será atenuada ou contida, a partir da aprovação do plano para socorrer instituições financeiras americanas. O presidente do Ibram considerou que o desempenho econômico de países emergentes como Brasil, China e Índia, além de Coréia e Alemanha, será suficiente para sustentar a demanda por commodities metálicas. Em relação às cotações, itens como chumbo, níquel, urânio e zinco já passaram por acomodações depois dos grandes picos registrados no ano de 2006 e 2007. No entanto, as perspectivas continuam favoráveis para o alumínio, cobre e ferro e não há expectativas de quedas bruscas. “A China pretende transferir um contingente de 800 milhões de pessoas do meio rural para o meio urbano nos próximos 25 anos e, somente esta iniciativa vai demandar um volume brutal de aço e de alumínio”, aponta. Para o executivo, as primeiras oscilações de mercado registradas por alguns produtos tiveram um caráter especulativo. No Brasil, as perspectivas traçadas pelo Instituto são de que o valor da Produção Mineral Brasileira (PMB) em bens primários, excluídos o petróleo e o gás atinjam um total de R$ 54 bilhões, crescimento de 12% em relação ao ano passado. O Instituto mantém as projeções de aumento dos investimentos em mineração em US$ 57 bilhões, entre 2008 e 2012. Deste total, 66% são referentes aos aportes para incremento na produção de minério de ferro, que poderá saltar das atuais 320 milhões de toneladas para 700 milhões de toneladas em 2012. Os Estados de Minas e Pará irão abocanhar uma maior fatia deste montante, de 30% e 40%, respectivamente.